segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Carta ao lampião


Um grande TEÓRICO! (Era bem pior c'os pés...)


Carta ao lampião

Caro Pedro Henriques,
Eu sei qu'ostentast'o brasão
(que vergonhosa lição),
Mas não t'estiques!!...

Bem te sabemos lampião,
Mas agora por "comentador",
Pois ter algum pudor
Na "narração"...

A chuva, sempr'a chuva
A atrapalhar o árbitro,
E não beneficiar com'é hábito,
Com'uma luva!!

E nisso dou-te razão
Nas palavras do "grande" Rola,
Que só lhe falt'a auréola
Pr'a ser o santo da nação!

Qu'ele lá na isenta Btv
Faz comentários à arbitragem,
Porque nisso tem coragem
D'agora ser o que é!

Aquilo que foi por anos
Na sua carreira arbitral,
Apitando por "Portugal"
Contr'os "gatunos"!...

Por isso, caro Pedro,
Haja um pouco de decoro!
Qu'até o Calado é um mouro
Menos poliedro!

É menos quadrado
Do que tú, ó Pedro!
E não te dá nisso medo
De ficares queimado?

Ah, não és despedido
Por defender a "nação"?
E dás entoação
Porqu'o benfica é querido?

A SportTv já é sucursal,
E é a NOS que manda?
E no sinal de banda
Tudo isto é normal?

Façam a fusão
Pois o quanto antes!
Qu'é pr'os "emigrantes"
Não fazerem confusão!

Ali na emissão
Estar a SportTV
Ou a Btv,
É a mesma produção!!

Por isso, Pedro,
Faz com'o Conduto!
Muda-te num surto,
Que já não vais cedo!!

Vest'a camisola
C'o símbolo da bicicleta,
E na antena aberta
Quando der a bola

Grit'a com'o gordo,
O golo do benfica!!
E salta, pula e "explica"
Esse teu engodo...

És papoila saltitante,
Salta a tua indignação!!
Diz qu'o "glorioso" tem razão
Por litigante!

E que foi roubado,
Com tod'as palavras!!
Qu'elas em ti são escravas
S'outro é o gamado!!

Chuta c'o teu pé esquerdo
Na câmara que está mais perto!!
Grita qu'o árbitro foi esperto
Ao apitar mais cedo...

Querias mais dez minutos
Pr'a dar a volt'ao jogo?
Eu entendo o teu desgosto,
Igual ao de muitos...

Já eras campeão,
A caminho do 36!?
E s'agora vind'os "Reis"
O Natal foi a contrição?

E s'a Napolitana
Fôr servida lá no Barbas?
E se nos comentários acabas
A gritar a tua pena?...

Temos pena, ó Pedro,
De "teres vestido a camisola",
E qu'o teu exemplo dê escola
Ao meu clube e tão cedo...

Não se veja um lampião
Aqui a ostentar sagrado símbolo,
E que depois se torne um embolo
Dessa mesma contradição!!

E s'ateste a "nobreza"
Desta triste gente,
Pr'a quem é indiferente
Ver c'a maior clareza...

E vista esse fato
De comentador,
Pr'a se fazer d'adulador
Num qualquer "relato"...

Porque há muitos mais,
Disso bem sabemos!
Mas que tu, ao menos,
Escondesses os teus "ais"...

Porque por ser paga
A Tv desportiva,
Fosse mais contida
No qu'o Pedro amarga...

S'eu não vou ao estádio
Aqui da segunda circular,
Porque me dá mal-estar
Vê-los no seu gáudio...

Tenho que levar
Ali na TV,
C'o qu'o Pedro
Lá no seu "narrar"?

E já vermelho
Por ser derrotado,
Estar ali estampado
No meu aparelho??

Ó Pedro, mais calma!
O benfica é o povo!
Não nos morra novo,
Que pr'a lá vai outra alma

Comentar o benfica,
Na SportTV...
E o Pedro nem se crê
Como ele s'explica!!

Do seu admirador,


Joker




domingo, 4 de dezembro de 2016

Esquizofrenia

Ser PORTO!!
#serporto #espiritosanto #ruipedro #fcporto #xistrema #poesia #joker


Esquizofrenia

Veja lá Sr.Doutor,
O estado em que m’encontro,
Que num tempo de desconto
Sinto ódio e amor!?

Vou da depressão
À euforia!
Da prostração à alegria
Num choro d’exaltação!?

E tanto vejo trevas
Com’os campos Elíseos,
E nestes meus delírios
Já não tenho dúvidas!

Onde vi’o inferno,
Vejo agora o paraíso,
E largo um imenso sorriso
Do demo!

Sinto-me capaz
De conquistar o ceptro,
Mas estou nisso incerto
Como se faz!?

Eufórico não durmo,
Frustrado nem pestanejo,
E largo-me num ensejo
Sem rumo…

Quero e acredito,
Mas se não consigo?
Acha-me em perigo
D’apito?

Ouço lá uns silvos,
De cujo significado,
Se faria um tratado
De cem livros!

Uma nova ciência
De Psiquiatria,
Numa vasta literacia
De tod’a inocência!!

Ah, caro Doutor,
Tenh’o coração aos pulos,
Será p’la falta de golos
Ou do tremor?

Creio no Espírito Santo,
E na santa Igreja,
Mas qu’o meu mal seja
O desencanto?!

E perdendo o credo,
Não vivo do milagre,
Mas no travo agre
Não tenho medo!!

Sei-o diabo
Que me vem aqui tentar,
E que temos que ganhar
Fintando-lh’o rabo!

Sim, que mand’a mona
Pr’a nos embruxar,
E um boneco a jogar
Por ma(t)rafona!?

Isto são visões?
É o seu diagnóstico?
Mas eu nem sou agnóstico,
E acredito em dragões!?

Tenho que me curar
Destas aventesmas?
São como aneurismas?
Podem matar?

Pois nisto que mate,
Mas tão só o borrego!
Que viver com medo
É o próprio enfarte!!

E s’ainda acredito?
Quero acreditar!
Mas, estarei a delirar
Porque está escrito?

E aquela catarse
D’uma equipa unida?
Soube-me p’la vida
Como se dum êxtase!

É uma histeria?
Mas que quer, Doutor?
Entr’o ódio e o amor
Sobr’a esquizofrenia…

Mas s’esquizofrénico
Hoje a vida é bela,
E a semana é vê-la
Já como um balsâmico…

Pois tenh’a impressão
Qu’isto vai dar Pizza,
E se me solt’a risa,
É desta que fico são!!


Joker


sábado, 3 de dezembro de 2016

Fatalidade



Para a próxima é o Máximo com a máxima: "O benfica é com'as virgens, até nas orelhas têm vertigens..."

FATALIDADE

Olh'a novidade:
Perdeu o benfica!!?
Quem é qu'acredita
Em tal fatalidade?!

Rumo ao 36
E já embalados,
Foram derrotados
À margem das leis!!

Já que sem o Capela
A coisa pia mais fino,
E até o Marítimo
Joga mais à bola!

E agor'a Napolitana
Que não serv'o Barbas,
Pode dar-lhes favas
Mais uma semana!!

Estava tudo vencido
No reino lampião,
Mas a coroação
Está em rei tremido...

E venham os lagartos
Aqui repôr justiça,
E voto em tal premissa
De campeões já certos!

Pois c'o Nuno ao leme
Lá nos seus desenhos,
Tem o meu Porto sonhos,
Muito ao de leve...

Quero acreditar
Qu'ainda é possível,
Mas não o acho críve!
Só por s'o desenhar!?

Castelos de fábulas
Que não ouso sonhar,
De ver a bola entrar
Entre as tábuas...

Coisa já tão rara
Neste "Ser-se Porto!",
Que no meu sono curto
A bola pára!!

É tod'a uma ânsia
De ver a bola entrar,
Que cheg'a "acordar"
Na minha infância!?

Quando por favor,
Vencíamos um em vinte,
E o Porto er'o pedinte
Em tal tremor...

Mas hoje, desperto,
Nesta sensação:
O já feito campeão
Perdeu o ceptro?!

E a festa propalada
Do fim-de-semana,
Já não nos engana,
Na pretensa goleada...

Lá vai o Jesus
Fazer-lhes miséria...
E tanta, tanta léria,
Ficar ali na luz!!

E o tetra
Lá ficar par'as calendas,
E a Europa, sem as prendas,
Na mesma meta...

Joker

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Zero!

Sem alma...


Zero!

Zero!
Zero absoluto!
Nem eu já luto,
Ou exaspero!

Um completo zero
Ou coisa nenhuma!
Nem réstia d'alma
Pr'a apontar o erro!

Esta prostração
Por fatalidade!
Falta-m'a capacidade
Pr'a outra emoção...

A total descrença
No que foi o Porto!
E que hoje jaz morto
Na minha indiferença!?

Nem o jogo vejo,
Sequer o resultado!?
E s'acabado
Já sei o desfecho...

Este fatalismo
Tão português,
Chegou à minha vez
Como niilismo!

Já não sei de nada,
Nem quero saber, 
E, nisto sei-m'a morrer
Na obra inacabada...

Aquele velho símbolo,
Antes perdedor...
O meu grande amor
Na humanização d'um ídolo!

De grandes alegrias,
Que nunca esquecerei!
Grande, com'um rei
Em tantas gritarias!!

Hoje recalcadas
Na morte anunciada,
E a sorte estar jogada
Há tantas jornadas...

O sintoma d'abandono
No sonho de tal glória,
E nem uma vitória
Já me tir'o sono...

A total ausência
Da ligação carnal,
E ter por natural
Essa carência...

Já não sentir no peito
O fulgor dessa batalha,
E ver tud'a "maralha"
Num jogo desfeito...

E as peças sucessivas
Caírem como bispos,
E os líderes serem vistos
Ainda com sete vidas...

Não lhes desej'a morte,
Apenas discernimento,
E dar o seu assento
A outro norte!

Uma nova vitalidade,
Um jorro d'outro sangue!
Um Porto sem ter gangue
De liberdade!

E nessa força-vivente,
Notar as cores sagradas!
E as camisolas, suadas,
Como antigamente!!

Ressuscitar o amor,
O nosso veio sagrado!!
E o Porto ser amado,
Num gesto abrasador!!

Um bafo do dragão
A aquecer-nos o espírito,
E sentir que tal mito
Tem encarnação!!!

E nessa chama quente
Ter o peito em brasa,
E o Porto estar em casa
C'a sua gente!!

Unidos em tal voz
Nessa força de vontade,
E até ter na cidade
Uma de nós!

E abrirem-se avenidas
Ao cortejo de vitória,
E o povo ficar na história
Em tantos vivas!!

Um sonho já perfeito
Qu'hoje se desfaz,
E eu que nem sou capaz
De sentir o peito...

O símbolo sagrado
No escudo da cidade,
E a minha edilidade
Estar noutro lado...

Com vós em pensamento
Sou filho de tal terra,
E o Porto a minha "guerra"
Por juramento!

E agora que vencido
Em terra que não "minha",
Não vive quem definha,
Já combalido...

Um zero!
Do tudo, o nada...
E a alma, já d'abalada,
No próprio enterro...


Joker



domingo, 27 de novembro de 2016

Carta ao Pai Natal


Caro Pai Natal,
O que me porto bem!
E não há nisto ninguém
Que me seja igual!!

E peço-te este Natal
Uma coisa singela:
Não ficar a meio da tabela
No campeonato de Portugal!?

Quedar-me c'o terceiro,
Quanto muito c'o quinto,
E é-me indistinto
Ver o benfica em primeiro!?

Tu sabes quanto me resigno
A ter qu'admitir tal facto,
Mas se ficar em quarto,
Eu desde já assino!!!

E vem com alarido
Doar-mo p'la chaminé,
Qu'eu já não dou fé,
Por estar mal dormido....

Podes gritar "Feliz Natal"
Qu'eu não vou acordar,
Qu'eu quero hibernar
Pr'a outro "local"...

Ah, traz-me um tapa-ouvidos,
Como prenda acessória,
Pr'a não ter qu'ouir a mesma história
Dias seguidos...

C'o benfica campeão
Vai ser uma mar de festa,
E Portugal, é desta
Qu'abate a inflação!!

E ouvi-los a gritar
"Gloriosos"...
Em gritos langorosos
A ulular...

Não tenho capacidade
D'os aguentar mais um ano;
Arranja-me um plano
De liberdade!!

O meu Porto
Já não é essa "terra",
Porque morreu na guerra,
Absorto....

Um mero moribundo
Arrastou-se no Restelo,
E eu a vê-lo
Sem mundo...

Uma triste notícia
De "fim d'época",
E dessa triste réplica
O Porto é um peluche, uma pelícia!!...

E sabes que pr'a bonecos
Já não tenho idade,
Que na minha mocidade
Também vi tais "matrecos"!?...

O tempo volt'a atrás,
À época "gloriosa",
E a malta anda gulosa
Com tanto ás!!?

Os "benfiqueiros"
Já são aos milhões!!
E mostram-se foliões
Como primeiros!!!

Não os via inúmeros
Desde há três décadas;
Nunca imaginei tantas cabeças
De mouros!!?

Houve a reconquista,
Ou foi só simulacro?
O país é sacro
Ou maometista?

Traz-me um turbante
Pr'a me disfarçar,
Qu'eu ando a jejuar
Bastante...

E não há volt'a dar
Só c'o Espírito Santo,
E e eu não creio tanto
Qu' Papa vá voltar!!

Qu'o Porto já morreu
É dose de cavalo,
Mas maior é o abalo
Qu'o benfica é o céu!!

Dá-me outra opção
Como prenda,
Não sejas uma lenda
Ou fabulação!

Arranja-me uma vaga
No campeonato,
Qu'eu dou de barato
Esta aziaga!

O quê?
Não és milagreiro?
E o lugar primeiro
Já se te vê?!

Ok, só um bilhete
Pr'a qualquer lado!!
Qu'até em jogo-jogado
Isto é um frete!

Não há nad'a fazer,
Traz-me "Rennie",
E fico-me por aqui
A dissolver...


Joker


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Massacre!?

Dizem que foi um massacre
Ali aos pés d’Istambul,
E que tomaram a Mesquita Azul
Como se foss’o Acre!
E esse “cristão”
Trajado d’encarnado,
Se tivesse vingado
Sobr’as muralhas do Sultão!!
E já bem conquistada
A anterior Bizâncio,
Lhes sobejasse o ranço
Na vitória (já) aclamada!!
Mas eis que nist’o Turco
Nos pés dum Português,
Já se lhes mete três
Ao cerco!!
E não é qu’a derrocada
De tal “massacre”,
Já nisto dá empate
Na frente armada!?
Que s’a batalha
Dura mais um instante,
O baluarte tom’o sitiante
Em tal muralha!?
E no choro convulsivo
Por tal desfecho,
(Que se diz por desleixo)
Há um cativo!!
Que por clamar Vitória
Antes do tempo,
Já está num sofrimento
D’escapatória…
E s’antes celebrou
No último suspiro,
Eis que nist’o justiceiro
Soçobrou!
E se nada conquista
Em terra turca,
Sabe-se qu’aqui a luta
Está mais que vista!
Aqui não há mesquita
Pr’a se tomar;
Aqui só há qu’orar
Como um jesuíta!
Há sempre uma capela
Num promontório,
E nesse oratório
A “ele” s’apela!!
Aqui o “turco”
Já foi vencido,
E o “culto” convertido
No seu sepulcro!
Aqui o “bom cristão”
Tem a tez moura,
E nunca como agora
Há conversão!
Milhões de crentes
Nesse tal credo,
E um clima de medo
Aos inocentes…
Ou és da religião
Da grande doutrina,
Ou ficas c’a disciplina
Da Comissão!
Se falas contr’a Igreja
De tais capelas,
Nem vale se nisto apelas
Em tal peleja!!
Vais ser condenado
Na praça pública,
E nem te val’a súplica
De seres roubado!!
Ninguém pode atentar
Contr’o “bom juízo”,
Qu’isso dá prejuízo
Por se duvidar!?…
Qu’este Império
É maior qu’o Otomano,
Que nele o samaritano
É um homem sério!!?
Em tantas idas e voltas
P’lo mundo afora,
Nunca como agora
Vi tais notas soltas…
Sempr’o mesmo registo
De nomeação;
E sempre o "campeão"
Estar já previsto!!
Um massacre evidente,
Ao intervalo…
E no fim um grande galo,
E a mesma gente…
Joker

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Liliputianos


O novo herói liliputiano
Chama-se Lisandro!
Não é celta ou normando,
Nem sequer lusitano…

Tem-se o herói do povo
Por empatar a justiça,
Nesta antiga premissa
D’Estado Novo!

E exultam “jornais”
P’la “vitória” de Pirro,
E já sem margem d’erro
P’las vitórias morais!!

A celebração é total
No reino liliputiano,
Qu’o campeonato este ano
Já está no bornal!!

Celebra-se no reino-anão
A cabeçada em estertor,
E já há um vencedor
Pr’a esta “nação”!!?

É consagrad’o heroísmo
Às portas do Panteão,
E entoa-se a canção
Do “pluralismo”!?

Como se neste quadrado
Houvesse nisso conceito,
E um amor mais-que-perfeito
Num vermelho cravo!?

S’é a papoila saltitante
O símbolo deste país,
E de qualquer raíz
Mais ultrajante!?

É natural esse título
Ao conceito de tal povo,
Qu’aqui não há nada de novo
No país minúsculo!!

Nem s’estranha o bafio
Da “vitória” à benfica,
E o que muito dela explica
Do nosso “brio”!?

E nisto consagrar
O benfica com’o “povo”,
E tendo um herói do todo,
Pr’a se festejar!?

Como s’o resto desta terra
Fosse coisa a conquistar,
E o mouro se propagar
Vencendo a guerra!!

E a cada empate “heróis”
Ululassem as “vitórias”,
E pr’os anais das estórias
A antítese d’Averróis!?

E nisto vir Al-Mansur
Decretar nova teologia,
Porque essa filosofia
Não tem “glamour”!!

É preciso anunciar
O empate por conquista,
Porqu’a nação benfiquista
Tem que avançar…

E em cada seu súbdito
Ver o rejúbilo do golo,
E ver saltar tanto tolo
No “último minuto”…

E ver nisso gritar
Do Kelvin o próprio Karma,
Como se expurgassem a alma
Num “Allah u akbar”!??

O reino liliputiano
Exulta, está em festa!!
E “A Bola” o qu’é lesta
Num título “muçulmano”:

“O Herói do povo”
Chama-se Lisandro,
E isto, em calhando,
É outro “Kosovo”…

Porque Portugal
Lá nasceu a norte,
Como contraforte
Férreo e natural…

Mas qu’o “povo”
Nisto já o exclua,
E o “crescente e a lua”
Já nos tom’o todo?!

É coisa ultrajante
Qu’eu não seja Português,
E renege duma vez
Tal pátria e gente!!

E finalmente sozinhos
Ganhem por decreto,
Porque isso é o mais correcto
No “Portugal” dos pequeninos..


Joker